Aula 09 - Morfologia:

Pronome
 
Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa que representa ou acompanha o substantivo, indicando sua posição em relação às pessoas do discurso ou situando-o no espaço e no tempo.
Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome substantivo.
Ex.: Convidei-o para a festa.
Ex.: Ele não veio.

Se tomarmos um pronome substantivo isoladamente, ou seja, fora de contexto, ele não tem significado; não teremos condições de identificar o ser a que ele se refere. Portanto, o pronome expressa um ser apenas quando inserido num contexto.
Ex.: Paulo é uma pessoa divertida. Convidei-o para a festa, mas ele não veio.

Quando o pronome acompanha o substantivo, restringindo a extensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo.
Ex.: Esta casa é antiga.
Ex.: Meu livro está rabiscado.
Ex.: Muitos livros são interessantes.

Há, em português, seis espécies de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, relativos, indefinidos e interrogativos.

As Pessoas do Discurso

Como o pronome, via de regra, está relacionado às pessoas do discurso (ou seja, às pessoas que participam de uma fala, de uma conversação), é fundamental identificá-las. São três as pessoas do discurso:
a) primeira pessoa: aquela que fala.
b) segunda pessoa: aquela com quem se fala.
c) terceira pessoa: aquela de quem (ou de que) se fala.

Imaginemos um fragmento de conversa em que José (primeira pessoa) fala com Juliana (segunda pessoa) sobre Tiago (terceira pessoa):
Ex.: - Eute disse: não quero falar sobre ele!

Eu é pronome que indica a primeira pessoa, quem fala (José); te é pronome de segunda pessoa; no caso, refere-se a Juliana, com quem José fala; ele é pronome que indica a terceira pessoa, de quem se fala, ou Tiago no exemplo dado.

Pronomes Pessoais

Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do discurso. Além das flexões de pessoa (primeira, segunda e terceira), gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural), o pronome pessoal apresenta variação de forma (reto ou oblíquo), dependendo da função que desempenhar na oração.

  • O pronome pessoal será reto quando desempenhar a função de sujeito da oração.
  • O pronome pessoal será obliquo quando desempenhar a função de complemento verbal.

Os pronomes pessoais são os seguintes:

Número Pessoa Pronomes Retos Pronomes Oblíquos
singular primeira
segunda
terceira
eu
tu
ele/ela
me, mim, comigo
te, ti, contigo
se, si, consigo, o, a, lhe
plural primeira
segunda
terceira
nós
vós
eles/elas
nos, conosco
vos, convosco
se, si, consigo, os, as, lhes

As formas sintéticas comigo, contigo, conosco, convosco e consigo resultam da combinação da preposição com + os pronomes oblíquos correspondentes.

Pronomes de Tratamento

Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento. Eles se referem à pessoa a quem se fala (portanto, segunda pessoa), mas a concordância gramatical deve ser feita com a terceira pessoa. Veja a seguir alguns desses pronomes:

Pronome de tratamento Abreviatura Referência
Vossa Alteza V.A. príncipes, duques
Vossa Eminência V.Emª. cardeais
Vossa Excelência V.Exª. altas autoridades em geral
Vossa Magnificência V.Magª. reitores de universidades
Vossa Santidade V.S. papas
Vossa Senhoria V.Sª. funcionários graduados
Vossa Majestade V.M. reis, imperadores

São também pronomes de tratamento: senhor, senhora, você e vocês.

Emprego dos Pronomes Pessoais

1. Os pronomes oblíquos conosco e convosco são utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica.
Ex.: Queriam falar conosco.
Ex.: Queriam falar com nós dois.

2. Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando precedidos de verbos que terminam em -r,-s,-z, assumem a forma lo, la, los, las, e os verbos perdem aquelas terminações.
Ex.: Vou amá-lo por toda a minha vida. (amar + o)
Ex.: Tu ama-lo como a ti mesma. (amas + o)
Ex.: O jogo, fi-lo sozinho. (fiz + o)

3. Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando precedidos de verbos que terminam em -m, -ão, -õe, assumem a forma no, na, nos, nas.
Ex.: Entregaram-no ao professor.
Ex.: O assunto, dão-no por encerrado.
Ex.: Abençõem-nos para que partam tranqüilos.

4. As formas plurais nós e vós podem ser empregadas para representar uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de modéstia.
Ex.: Nós - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchentes. (plural de modéstia)
Ex.: Vós sois minha salvação, meu Deus! (plural majestático)

5. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de vossa, quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e sua, quando nos referimos a essa pessoa.
Ex.: - Vossa Excelência já aprovou os projetos? - perguntou o assessor.
Ex.: - Sua Excelência, o governador, deverá estar presente à inauguração - relatou o repórter.

Na primeira frase, empregou-se Vossa Excelência porque o interlocutor falava com o governador. Na segunda, o repórter utilizou a forma Sua Excelência porque falava do governador.

6. Você e os demais pronomes de tratamento (Vossa Majestade, Vossa Alteza, etc.), embora se refiram à pessoa com quem falamos (segunda pessoa, portanto), comportam-se gramaticalmente como pronomes da terceira pessoa.
Ex.: Você trouxe seus documentos?
Ex.: Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas.

7. No português moderno falado no Brasil, você deixou de ser pronome de tratamento e assumiu todas as características e funções de um pronome pessoal de segunda pessoa, substituindo o tu e o vós. No entanto, continua fazendo a concordância com o verbo na terceira pessoa.
Ex.: Você irá ao cinema? (você: segunda pessoa do singular; irá: terceira pessoa do singular)
Ex.: Vocês irão ao cinema? (vocês: segunda pessoa do plural; irão: terceira pessoa do plural)

Pronomes Pocessivos

Pronomes possessivos são aqueles que se referem às pessoas do discurso, indicando ideia de posse.
Ex.: Meu carro é vermelho.
Ex.: Posso ler teu jornal?

Os pronomes possessivos são os seguintes:

Número Pessoa Pronomes Possessivos
singular primeira
segunda
terceira
meu, minha, meus, minhas
teu, tua, teus, tuas
seu, sua, seus, suas
plural primeira
segunda
terceira
nosso, nossa, nossos, nossas
vosso, vossa, vossos, vossas
seu, sua, seus, suas

Concordância dos Pronomes Possessivos

Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com a coisa possuída, e em pessoa com o possuidor.
Ex.: (Eu) Vendi meus discos.
Ex.: (Eu) Vendi minha coleção de discos.
Ex.: (Tu) Releste teus papéis?
Ex.: (Tu) Releste tua prova?
Ex.: (Nós) Emprestamos nossos discos.
Ex.: (Nós) Emprestamos nossa casa.

Quando o pronome possessivo determina mais de um substantivo, ele deverá concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo.
Ex.: Fiquei ouvindo meus CDs e rádio.
Ex.: Fiquei lendo meu livro e revistas.

Emprego dos Pronomes Possessivos

1. Em muitos casos, a utilização do possessivo de terceira pessoa seu (e flexões) pode deixar a frase ambígua, ou seja, podemos ter dúvidas quanto ao possuidor.
Ex.: A professora disse ao diretor que concordava com sua nomeação.
(nomeação de quem? da professora ou do diretor?).

Para evitar essa ambiguidade, deve-se, sempre que possível, substituir o pronome seu (e flexões) pela forma dele (e flexões).
Ex.: A professora disse ao diretor que concordava com a nomeação dela. (da professora)
Ex.: A professora disse ao diretor que concordava com a nomeação dele. (do diretor)

2. Há casos em que o pronome possessivo não exprime propriamente ideia de posse. Ele pode ser utilizado para indicar aproximação, afeto ou respeito.
Ex.: Aquele senhor deve ter seus cinqüenta anos. (aproximação)
Ex.: Meu caro aluno, procure esforçar-se mais. (afeto)
Ex.: Minha senhora, permita-me um aparte. (respeito)

3. Quando a palavra seu anteceder nomes de pessoas, não se trata de pronome possessivo, mas corruptela de senhor.
Ex.: Seu Humberto, o senhor poderia emprestar-me a furadeira?

Ponomes Demonstrativos

Pronomes demonstrativos são aqueles que indicam a posição de um ser em relação às pessoas do discurso,situando-o no espaço ou no tempo.

Os pronomes demonstrativos são os seguintes:

pessoa variáveis invariáveis
primeira este, esta, estes, estas isto
segunda esse, essa, esses, essas isso
terceira aquele, aquela, aqueles, aquelas aquilo

As formas variáveis este, esse, aquele (e flexões) podem funcionar como pronomes substantivos ou pronomes adjetivos. As formas invariáveis isto, isso e aquilo sempre funcionarão como pronomes substantivos.
Ex.: Esta casa foi reformada há pouco tempo.
( pronome adjetivo)

Ex.: A casa que ele mandou reformar é esta.
                                                                 (pronome substantivo)

Ex.: A casa foi projetada por aquele arquiteto.
                                                  (pronome adjetivo)

Ex.: O arquiteto que projetou a casa é aquele.
                                                                  (pronome substantivo)

Ex.: Isto não poderia ter ocorrido.
(pronome substantivo)

Ex.: Sandra nunca concordou com aquilo.
                                                            (pronome substantivo)

Dependendo do contexto, também podem funcionar como pronomes demonstrativos as seguintes palavras: o, a, os, as, mesmo, próprio, semelhante, tal.
o, a, os, as são pronomes demonstrativos quando equivalem a aquele(s), aquela(s), aquilo, isso.
Ex.: Falaram tudo o que queriam.
Ex.: As atletas convocadas não eram as que estavam em melhor forma.

Tal é pronome demonstrativo quando equivale a este, esse (e flexões), isso.
Ex.: Não havia motivos reais para tal comportamento.
Ex.: Jamais consegui compreender tais decisões.

Semelhante é pronome demonstrativo quando equivale a este, esse (e flexões), tal.
Ex.: Não diga semelhante asneira!

Mesmo e próprio são demonstrativos de reforço. Estarão sempre se referindo a um substantivo ou pronome com o qual deverão concordar.
Ex.: Ele mesmo preparou o jantar.
Ex.: Ela própria autorizou a viagem do filho.
Ex.: Fizeram as mesmas reclamações ao síndico.
Ex.: Não se deve fazer justiça pelas próprias mãos.

Os pronomes demonstrativos, com exceção de mesmo, próprio, semelhante e tal, podem aparecer unidos a preposições.

deste, desta, disto (= de + este, esta, isto)
neste, nesta, nisto (= em + este, esta, isto)
desse, dessa, disso (= de + esse, essa, isso)
nesse, nessa, nisso (= em + esse, essa, isso)
daquele, daquela, daquilo (= de + aquele, aquela, aquilo)
naquele, naquela, naquilo (= em + aquele, aquela, aquilo)
à quele, àquela, àquilo, etc. (= a + aquele, aquela, aquilo)

Emprego dos pronomes demonstrativos

1. Os pronomes demonstrativos podem ser utilizados para indicar a posição espacial de um ser em relação às pessoas do discurso.

a) Os demonstrativos de primeira pessoa (este e flexões, isto) indicam que o ser está próximo à pessoa que fala.
Ex.: Esta menina que está aqui ao meu lado se chama Lúcia.
Ex.: Este livro que trago comigo é um romance.
Ex.: Isto que eu tenho nas mãos é uma chave.

b) Os demonstrativos de segunda pessoa (esse e flexões, isso) indicam que o ser está próximo à pessoa com quem se fala.
Ex.: Essa menina que está aí ao teu lado se chama Lúcia.
Ex.: Esse livro que tu trazes contigo é um romance.
Ex.: Isso que você tem nas mãos é uma chave.

c) Os demonstrativos de terceira pessoa (aquele e flexões, aquilo) indicam que o ser está próximo à pessoa de quem se fala, ou distante dos interlocutores.
Ex.: Aquela menina que estuda na outra sala se chama Lúcia.
Ex.: Aquele livro que está lá na biblioteca é um romance.
Ex.: Aquilo que está ali nas mãos de Pedro é uma chave.

2. Os demonstrativos servem para indicar a posição temporal, revelando proximidade ou distanciamento no tempo, em relação à pessoa que fala.

a) O demonstrativo de primeira pessoa este (e flexões) revela tempo presente ou bastante próximo do momento em que se fala.
Ex.: Hoje é feriado, por isso desejo aproveitar este dia.
Ex.: Desejo viajar ainda nesta semana.

b) o demonstrativo de segunda pessoa esse (e flexões) revela tempo passado relativamente próximo ao momento em que se fala.
Ex.: Na quarta-feira passada fiz aniversário; nesse dia reuni-me com os amigos.
Ex.: No mês passado completei dezoito anos; nesse mesmo mês tirei a carteira de habilitação.

c) O demonstrativo de terceira pessoa aquele (e flexões) revela tempo remoto ou bastante vago.
Ex.: Em 1970, a seleção brasileira de futebol era imbatível. Resultado: naquele ano o Brasil se sagrou tricampeão mundial.
Ex.: Em 1922 realizou-se a Semana de Arte Moderna em São Paulo; naquela época, muitas pessoas criticaram as propostas modernistas.

3. Os pronomes demonstrativos podem indicar o que ainda vai ser dito e aquilo que já foi dito.
a) Devemos empregar este (e flexões) e isto quando queremos fazer referência a alguma coisa que ainda vai ser dita.
Ex.: Espero sinceramente isto: que sejam chamados os melhores.
Ex.: Estas são as qualidades de um bom texto: clareza, correção, elegância e concisão.

b) Devemos empregar esse (e flexões) e isso quando queremos fazer referência a alguma coisa que já foi dita.
Ex.: Que sejam chamados os melhores; é isso que espero.
Ex.: Clareza, correção, elegância e concisão; essas são as qualidades de um bom texto.

c) Emprega-se este em oposição a aquele quando se quer fazer referência a elementos já mencionados. Este se refere ao mais próximo; aquele, ao mais distante.
Ex.: Matemática e literatura são matérias que me agradam: esta me desenvolve a sensibilidade; aquela, o raciocínio.

Em expressões como por isso, além disso, isto é, o uso dos demonstrativos nem sempre está em conformidade com as regras. Nessas expressões, sua forma é fixa.

Pronomes Relativos

Pronomes relativos são aqueles que retomam um termo anterior (já mencionado) da oração, projetando-o numa outra oração.
Ex.: Não conhecemos os alunos. Os alunos saíram.
Ex.: Não conhecemos os alunos que saíram.

Na segunda frase, o pronome relativo que retoma o termo antecedente (os alunos), projetando-o na oração seguinte.

Os pronomes relativos são os seguintes:

variáveis invariáveis
o qual, a qual, os quais, as quais que (quando equivale a o qual e flexões)
cujo, cuja, cujos, cujas quem (quando equivale a o qual e flexões)
quanto, quanta, quantos, quantas onde (quando equivale a no qual e flexões)

Emprego dos pronomes relativos

1. Os pronomes relativos virão precedidos de preposição se a regência assim determinar.
Ex.: Este é o autor a cuja obra me refiro.
Ex.: Este é o autor de cuja obra gosto.
Ex.: São opiniões em que penso.

2 O pronome relativo quem é empregado com referência a pessoas.
Ex.: Não conheço a menina de quem você falou.
Ex.: Este é o rapaz a quem você se referiu.

3. É comum empregar o relativo quem sem antecedente claro. Nesse caso, ele é classificado como relativo indefinido.
Ex.: Quem cala consente. (= Aquele que cala, consente.)

4. Quando possuir antecedente, o pronome relativo quem virá precedido de preposição.
Ex.: Lúcia era a mulher a quem ele amava.

5. O pronome relativo que pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas.
Ex.: Não conheço o rapaz que saiu. (pessoa)
Ex.: Não li o livro que você me indicou. (coisa)

6. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que. Com preposições de mais de uma sílaba, usasse o relativo o qual (e flexões).
Ex.: Esta é a pessoa de que lhe falei.
Ex.: Esta é a pessoa sobre a qual lhe falei.
Ex.: Aquela é a ferramenta com que trabalho.
Ex.: Aquele é o empreiteiro para o qual trabalho.

7. O pronome relativo que pode ter por antecedente o pronome demonstrativo o (e flexões).
Ex.: "Cesse tudo o que a Musa antiga canta..." (Camões)
Ex.: Sei o que estou dizendo.
Ex.: Calou o que sentia.

Nesses casos, o pronome o equivale a aquilo.

8. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo, equivalendo a do qual (e flexões). Deve concordar com a coisa possuída.
Ex.: Esta é a pessoa em cuja casa me hospedei. (casa da pessoa)
Ex.: Esta é a cidade cujas praias são lindas. (praias da cidade)
Ex.: Feliz o pai cujos filhos são ajuizados. (filhos do pai)

9. O pronome relativo quanto (e flexões) normalmente tem por antecedentes os pronomes indefinidos tudo, tanto, etc.; daí seu valor indefinido.
Ex.: Falou tudo quanto queria.
Ex.: Coloque tantas quantas forem necessárias.

Também pode ser empregado sem antecedente. Esse emprego é comum em certos documentos jurídicos.
Ex.: Saibam quantos lerem esta escritura...

10. O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a em que, no qual.
Ex.: Esta é a casa onde moro.
Ex.: Não conheço o lugar onde você está.
Ex.: Não conheço o lugar aonde você irá.

a) Onde é empregado com verbos que não dão ideia de movimento. Pode ser usado sem antecedente.
Ex.: Sempre morei na cidade onde nasci.
Ex.: Fique onde está.

b) Aonde é empregado com verbos que dão ideia de movimento e equivale a para onde, sendo resultado da combinação da preposição a + onde.
Ex.: Voltei àquele lugar aonde meu pai costumava me levar quando criança.

Pronomes Indefinidos

Pronomes indefinidos são aqueles que se referem à terceira pessoa do discurso de modo vago e impreciso.
Ex.: Alguém me contou a verdade.
Ex.: Algo me diz que não é este o caminho.

Os principais pronomes indefinidos são os seguintes:

variáveis invariáveis

algum, alguma, alguns, algumas
nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas
todo, toda, todos, todas
outro, outra, outros, outras
muito, muita, muitos, muitas

pouco, pouca, poucos, poucas
certo, certa, certos, certas
vário, vária, vários, várias
quanto, quanta, quantos, quantas
tanto, tanta, tantos, tantas
qualquer, quaisquer

qual, quais
um, uma, uns, umas

(referem-se a coisas)
algo
tudo
nada

(referem-se a pessoas)
quem
alguém
ninguém
outrem

(referem-se a coisas ou pessoas)
cada
que

Os pronomes indefinidos também podem aparecer sob a forma de locução pronominal:
Ex.: cada qual, quem quer que, qualquer um

Emprego dos pronomes indefinidos

1. O indefinido algum, quando posposto ao nome, assume valor negativo, equivalendo a nenhum.
Ex.: Motivo algum me fará desistir do cargo.
Ex.: Livro algum faz referência a este episódio.

2. O pronome indefinido cada não deve ser utilizado desacompanhado de substantivo ou numeral.
Ex.: Recebemos cem mil cruzeiros cada um.
Ex.: Foram um para cada lado.

3. Certo é pronome indefinido quando anteposto ao nome a que se refere. Quando posposto, será adjetivo.
Ex.: Não entendi certos exercícios. (pronome indefinido)
Ex.: Os exercícios certos valerão nota. (adjetivo, com sentido de "corretos")

4. Todo, toda (no singular), quando desacompanhados de artigo, significam qualquer.
Ex.: Todo homem é mortal. (qualquer homem)
Ex.: Todo livro é bom. (qualquer livro)

Quando acompanhados de artigo, passam a dar a ideia de totalidade.
Ex.: Ele comeu todo o bolo. (o bolo inteiro)

No plural, todos, todas sempre virão seguidos de artigo, exceto se houver palavra que os exclua ou numeral não seguido de substantivo.
Ex.: Todos os alunos compareceram.
Ex.: Todos estes alunos compareceram. (estes; palavra que exclui o artigo)
Ex.: Todos cinco compareceram. (cinco; numeral não seguido de substantivo)
Ex.: Todos os cinco alunos compareceram.

5. Qualquer tem por plural quaisquer.
Ex.: Acabaram acolhendo quaisquer soluções.

A palavra qualquer, quando posposta ao substantivo, assume valor pejorativo.
Ex.: Era um malandrinho qualquer.


A palavra um pode ser artigo, numeral ou pronome indefinido. Para classificá-la corretamente, pense no significado da frase e em alguns conceitos gramaticais.

a) pronome: o pronome indefinido um geralmente vem empregado com o pronome indefinido outro.
Ex.: Um gosta de futebol, outro, de vôlei.

Repare, ainda, que nessa frase a palavra um está substituindo um substantivo, papel típico do pronome, e desempenha a função sintática, de núcleo do sujeito.

b) numeral: o numeral um necessariamente nos remete à ideia de quantidade. Para classificarmos a palavra um como numeral, é fundamental que a frase apresente uma construção paralela empregando outro numeral.
Ex.: O juiz mostrou um cartão vermelho e três amarelos.
Ex.: Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais.

c) artigo: o artigo indefinido um necessariamente precede um substantivo, acrescentando-lhe ideia de indeterminação.
Ex.: Um livro é sempre uma companhia agradável.

Na frase acima, fica clara a noção de ser indeterminado, não específico. Sintaticamente, o artigo sempre desempenha a função de adjunto adnominal.

Pronomes Interrogativos

Pronomes interrogativos são aqueles usados para formular uma pergunta, de forma direta ou indireta.
Ex.: Quem chegou? (interrogativa direta)
Ex.: Gostaria muito de saber quem fez isso. (interrogativa indireta)
Ex.: Quanto pagou por isso?

Os principais pronomes interrogativos são:

variáveis invariáveis
qual, quanto quem, que

Colocação Pronominal

Os pronomes oblíquos átonos (o, a, os, as, lhe, lhes, me, te, se, nos, vos), como todos os outros monossílabos átonos, apoiam-se na tonicidade de alguma palavra próxima. Assim, esses pronomes podem ocupar três posições na oração: antes do verbo; no meio do verbo; depois do verbo.

a) antes do verbo: nesse caso, ocorre a próclise, e dizemos que o pronome está proclítico:
Ex.: Nunca me revelaram os verdadeiros motivos.

b) no meio do verbo: nesse caso, ocorre a mesóclise, e dizemos que o pronome está mesoclítico. A mesóclise só é possível com o verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo:
Ex.: Revelar-te-ei os verdadeiros motivos.
Ex.: Revelar-me-iam os verdadeiros motivos.

c) depois do verbo: nesse caso, ocorre a ênclise, e dizemos que o pronome está enclítico:
Ex.: Revelaram-me os verdadeiros motivos.

Apresentamos, a seguir, algumas orientações acerca da colocação dos pronomes oblíquos átonos.

Ênclise

A ênclise ocorre normalmente:
a) com o verbo no início da frase.
Ex.: Comenta-se que ele deverá recebe o prêmio.

b) com o verbo no imperativo afirmativo.
Ex.: Alunos, apresentem-se ao diretor.

c) com o verbo no gerúndio.
Ex.: Modificou a frase, tornando-a ambígua.


Caso o gerúndio venha precedido pela preposição em, ocorrerá a próclise.
Ex.: Em se tratando de cinema, prefiro filmes europeus.

d) com o verbo no infinitivo impessoal.
Ex.: Leia atentamente as questões antes de resolvê-las.

Próclise

A próclise ocorre geralmente em orações em que antes do verbo haja:

a) palavra de sentido negativo (não, nada, nunca, ninguém, etc.)
Ex.: Nunca me convidam para festas.

b) conjunção subordinativa
Ex.: "Quando te encarei frente a frente não vi o meu rosto." (Caetano Veloso)
Ex.: Anotei o recado quando te ligaram.

c) advérbio
Ex.: Assim se resolvem os problemas.


Caso haja pausa depois do advérbio (marcada na escrita por vírgula), ocorrerá a ênclise.
Ex.: Assim, resolvem-se os problemas. .

d) pronome indefinido
Ex.: Tudo se acaba na vida.

e) pronome relativo
Ex.: Não encontrei o caminho que me indicaram.

Ocorre também a próclise nas orações iniciadas por palavras interrogativas e exclamativas e nas orações optativas (orações que exprimem um desejo).
Ex.: Quem te disse que ele não viria? (oração iniciada por palavra interrogativa)
Ex.: Quanto me custa dizer a verdade! (oração iniciada por palavra exclamativa)
Ex.: Deus te proteja. (oração optativa)

Mesóclise

A mesóclise só pode ocorrer quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo.
Ex.: Convidar-me-ão para a solenidade de posse da nova diretoria.
Ex.: Convidar-te-ia para viajar comigo, se pudesse.

Caso o verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo venha precedido por pronome pessoal reto, ou de alguma palavra que exija a próclise, esta será de rigor.

Ex.: Eles me convidarão para a solenidade de posse da nova diretoria.
Ex.: Não me convidarão para a solenidade de posse da nova diretoria.
Ex.: Sempre te convidaria para viajar comigo, se pudesse.
Ex.: Eu te convidaria para viajar comigo, se pudesse.

Colocação dos pronomes oblíquos átonos nas locuções verbais e nos tempos compostos

Nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no gerúndio, o pronome oblíquo átono pode ser colocado, indiferentemente, depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.
Ex.: Quero-lhe apresentar os meus primos que vieram do interior. ou: Quero apresentar-lhe os meus primos que vieram do interior.
Ex.: Ia-lhe dizendo as razões da minha desistência. ou: Ia dizendo-lhe as razões da minha desistência.

Caso haja antes da locução verbal palavra que exija a próclise, o pronome oblíquo poderá ser colocado, indiferentemente, antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.
Ex.: Não lhe quero apresentar os meus primos que vieram do interior. ou: Não quero apresentar-lhe os meus primos que vieram do interior.
Ex.: Alguém lhe ia dizendo as razões da minha desistência. ou: Alguém ia dizendo-lhe as razões da minha desistência.

Nos tempos compostos e nas locuções verbais em que o verbo principal está no particípio, a colocação dos pronomes oblíquos átonos será feita sempre em relação ao verbo auxiliar e nunca em relação ao particípio, podendo ocorrer a próclise, a mesóclise ou a ênclise, conforme as orientações apresentadas anteriormente.
Ex.: Havia-lhe contado os verdadeiros motivos da minha desistência.
Ex.: Nunca o tinha visto antes.
Ex.: Ter-lhe-ia procurado, se tivesse tempo.
Ex.: Sentiu-se rejeitado pelos colegas.
Ex.: Ficou tímido, porque se sentiu rejeitado pelos colegas.
Ex.: Se não o convidarem, sentir-se-á rejeitado pelos colegas.

Nas locuções verbais e nos tempos compostos, quando se coloca o pronome oblíquo átono depois do verbo auxiliar, pode-se usar o hífen ou não.
Ex.: Vou-te devolver o livro amanhã. ou: Vou te devolver o livro amanhã.


Atividades
1. Dos textos seguintes, destaque os pronomes.
a) "Nunca foram claras as razões que conduzem as pessoas ao ar rarefeito das altas montanhas. Quem quiser entender o sentido dessa busca obsessiva encontrará boas pistas na personalidade tempestuosa do austríaco Reinhold Messner, escalador nascido em 1944 na região do Tirol." (Os Caminhos da Temi, n. 97, maio 2000, p. 98)

b) "O homem do campo não esperava tais dificuldades: a lei deve ser acessível a todos e a qualquer hora, pensa ele." (Franz Kafka)

c) "Por quase 500 anos, José, inevitavelmente reduzido a Zé, foi o nome do brasileiro-símbolo. Ele inspirou ao poeta Carlos Drurnrnond de Andrade a pergunta célebre: ‘E agora, José?’. Às vezes era o zé-povinho dos intelectuais ou o zé-ninguém de todos os outros." (Época, n.117, 14 ago. 2000, p. 74)

d) "Eu quero é ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo."
(Caetano Veloso)

e) "Eu nunca sonhei com você
Nunca fui ao cinema
Não gosto de samba
Não vou a Ipanema
Não gosto de chuva
Nem gosto de sol."
(Tom Jobim)

2. "Beija eu Beija eu
Beija eu, me beija
Deixa o que seja ser"
(Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Arto Lindsay)

Nesses versos, o emprego do pronome reto na função de complemento verbal resulta em interessante efeito expressivo. Na linguagem formal-culta esse emprego é aceitável? Justifique.

Texto para a questão 3

Lixeiro é morto por pegar doce com a mão

O lixeiro Olívio Martinho de Souza foi morto com dois tiros nas costas anteontem por ter posto a mão em um doce em uma lanchonete que não ia comprar. O assassino seria o dono da lanchonete Vinídus Gennari, 65, que, segundo a polícia, estava. foragido até a noite de ontem. (Folha de S. Paulo)

3. O texto acima apresenta pronome relativo empregado inadequadamente.
a) Diga em que consiste essa inadequação.
b) Reescreva o texto, tornando-o mais claro.

4. "De meu país e de minha família tenho pouco a dizer. Maus-tratos e o passar dos anos me afastaram daquele e fizeram de mim um estranho para esta." (Edgar Allan Poe)
Os pronomes aquele (em daquele) e esta recuperam termos anteriormente expressos no contexto. A que termos tais pronomes se referem?

5. A quem se referem os seguintes pronomes de tratamento?
a) Vossa Alteza
b) Vossa Santidade
c) Vossa Excelência
d) Vossa Eminência
e) Vossa Magnificência

6. Reescreva as seguintes frases, corrigindo-as.
a) Convidei ela para a festa de aniversário.
b) Vi ele no cinema.
c) Deram o livro para eu.
d) Emprestaram o caderno para tu.
e) Receberam nós com muita atenção.
f) Entre ela e eu não há qualquer problema.
g) Jamais houve qualquer problema entre tu e eu.
h) Não vá à festa sem eu.
i) Ofereceram o trabalho para mim fazer.
j) Não deu para mim ir à escola ontem.
l) Falta muito pouco para mim descobrir a verdade.
m) Meu amor, preciso muito falar consigo.
n) Querida, eu gosto muito de si.
o) Eles queriam falar com nós.
p) Não lhe convidei para a festa.
q) Não o obedeço porque não lhe respeito.
r) Mandei ela sair.

7. Marque:
(1) para pronome substantivo
(2) para pronome adjetivo

a) Minha casa não é minha.
b) Encontrei-a desanimada.
c) Aquele homem foi visto em São Paulo.
d) Isso não tem cabimento.
e) Não conheço seu nome ou paradeiro.
f) Volte outro dia.
g) Você não está entendendo nada.
h) Não encontrei o livro que você recomendou.
i) Qualquer pessoa pode comparecer à festa.

8. Classifique as palavras em destaque, usando o seguinte código:
(1) artigo
(2) pronome
(3) numeral

a) Resolveu arrumar um parceiro para as aulas de dança de salão.
b) Dos três rapazes, apenas um concordou em dançar com ela.
c) Levou-a para o centro do salão; todos os observavam, esperando um passo mais ousado.
d) Um ou outro amigo parava para um breve descanso; em seguida voltavam ao embalo da música. Tocaram muitas, mas apenas uma agradou a todos os bailarinos.
e) Não quero ouvir o disco que está na estante, mas o que ficou no armário do quarto.

9. Leia os textos seguintes e selecione os pronomes possessivos (P) e os pronomes demonstrativos (D).
a) "Eu sei que não tem perigo, que é o transporte mais seguro do mundo, e as estatísticas, e essa coisa toda, você já me explicou. Mas pense um pouco nos nossos filhos, pelo amor de Deus!" (Femando Sabino)
b) "Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento." (Rubem Braga)
c) "Minha irmã se casou; nossa mãe não quis festa." (Guimarães Rosa)
d) "Ele era realmente o seu grande público, a alavanca desinteressada e generosa que a ia empurrando sem que ela mesma sentisse." (Marques Rebelo)
e) "Para ser franco, declaro que esses infelizes não me inspiram simpatia. Lastimo a situação em que se acham, reconheço ter contribuído para isso, mas não vou além. Estamos tão separados! A princípio estávamos juntos, mas esta desgraçada profissão nos distanciou. Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo." (Graciliano Ramos)
f) "Na minha impureza eu havia depositado a esperança de redenção nos adultos. A necessidade de acreditar na minha bondade futura fazia com que eu venerasse os grandes, que eu fizera à minha imagem, mas a uma imagem de mim, enfim purificada pela penitência do crescimento, enfim liberta da alma suja de menina. E tudo isso o professor agora destruía, e destruía meu amor por ele e por mim." (Clarice Lispector)

10. Reescreva as frases, usando, no lugar dos asteriscos, o pronome demonstrativo adequado.
a) Roma e Viena são belas cidades: * é a capital da Áustria; *, da Itália.
b) Machado de Assis e Guimarães Rosa são dois grandes escritores: * escreveu Dom Casmurro; * Sagarana.
c) Salvador e Florianópolis são duas capitais brasi1eiras: * é a capital de Santa Catarina; *, da Bahia.
d) * que eu tenho nas mãos é um livro.
e) * que tu tens nas mãos é um livro.
f) * que está nas mãos do professor é um livro.
g) * caneta que está na minha mão é tua?
h) * são as minhas aspirações: entrar na faculdade e conseguir um bom emprego.

11. Classifique os pronomes destacados de acordo com o código.
R = pessoal reto
O = pessoal oblíquo
P = possessivo
D = demonstrativo

a) "Cesse tudo o que a Musa antiga canta..." (Camões)
b) O que sei é que te amo.
c) Encontrei-o em casa.
d) Não o esperava tão cedo.
e) Ele deixou a sala apressado.
f) Não encontrei meus amigos em parte alguma.
g) O próprio repórter desconhecia os fatos.
h) Achei o que procuravas.
i) Achei-o num canto qualquer.

12. Dos textos seguintes, destaque os pronomes relativos.
a) "Lembrei-me do tacho velho, que era o centro da pequenina casa onde vivíamos." (Graciliano Ramos)
b) "Ele, que se mostrara sempre tão generoso, tão displicente pelas faltas alheias, não lhe perdoara."(Marques Rebelo)
c) Aquele menino, cujo pai é professor, disse que não faria o trabalho que lhe pediram.
d) Aquelas pessoas que compareceram à reunião falaram tudo quanto queriam falar.
e) "Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu." (Machado de Assis)

13. Nas frases seguintes, classifique os termos destacados de acordo com o código.
R = pronome relativo
I = pronome indefinido
D = pronome demonstrativo
? = pronome interrogativo

a) "O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens." (Machado de Assis)
b) "Nada lhes escapava, nem mesmo as escadas dos pedreiros, os cavalos de pau, o banco ou a ferramenta dos marceneiros." (Aluisio Azevedo)
c) "Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo..." (Mário de Andrade)
d) "Madalena procurava convencê-lo, mas não percebi o que dizia."(Graciliano Ramos)
e) "Todos tinham gostado dela no estúdio." (Marques Rebelo)
f) "A oposição, que não perdia nenhuma chance, distribuiu um panfleto onde um chargista reproduzia a surra com traços dignos de um folheto de Carlos Zéfiro." (Márcio Souza)
g) - Que você fez hoje?
    - O de sempre. E você?
(Dalton Trevisan)
h) "Ela sorriu. Estava agora muito sobressaltada. A cada momento olhava o relógio." (Eça de Queirós)
i) "Logo ao primeiro grito do Coronel Ludgero Alves, muitas portas, até então fechadas, se escancaravam, ali por dentro do casarão do Fórum." (Mário Palmério)
j) "O Sol nas bancas de revista / me enche de alegria e preguiça / quem lê tanta notícia?" (Caetano Veloso)

14. Nas frases seguintes, classifique os pronomes destacados.
a) Quem falou que ele não vinha?
b) Não sei quem disse isso.

15. Reescreva as frases seguintes, corrigindo-as, se necessário.
a) Me informaram os reais motivos de sua demissão.
b) Jamais enganar-te-ia dessa maneira.
c) Agora me falaram os verdadeiros motivos. .
d) Aqui se resolvem todos os problemas.
e) Alguém convenceu-me da verdade.
f) Não compreendi os motivos que alegaram-nos.
g) Quem disse-me aquela mentira?
h) Quanto custa-me entender os motivos!
i) Os céus te protejam.
j) Devolver-te-ão os documentos apresentados.
l) Não devolver-te-ão os documentos apresentados.
m) Nunca devolver-te-iam os documentos apresentados.
n) Senhores passageiros, se dirijam à plataforma de embarque.
o) Retirou -se, deixando-nos aliviados por instantes.
p) Era importante te ajudar.
q) Tinha contado-lhe os fatos.
r) Não tinha-lhe contado os fatos.
s) Quero-lhe entregar os documentos.
t) Não quero-lhe entregar os documentos.

Nos exercícios de 16 a 18, diga qual a alternativa incorreta quanto à colocação pronominal.

16.
a) Não me disseram a verdade.
b) Apelidavam-me de formoso.
c) Me impuseram severo castigo.
d) Largaste-me só e desamparado.
e) Apressa-te porque já é dia.

17.
a) Já não se viam mais os pássaros.
b) Discordou-se do seu ponto de vista.
c) Sairei, já que não me aceitam como amigo.
d) Não quebra-se a palavra empenhada.
e) Afugentai-o para longe daqui.

18.
a) Amanhã, contar-lhe-ei o grande segredo.
b) Ali se vendem relógios.
c) Pedimos-lhe um favor e ele não fez.
d) Ninguém dar-se-ia bem naquele trabalho.
e) Prometi-lhe dedicar-me aos estudos.

Nos exercícios de 19 a 21, diga qual a alternativa correta quanto à colocação pronominal.

19.
a) Eu o vi, mas não lhe falei: “darei-te o dinheiro”.
b) Eu o vi e falei-lhe: “nada lhe direi”.
c) Nada dir-lhe-ei, pois não o estimo.
d) Me dá o livro, que eu te devolvo assim que o ler.
e) Deus nos ajude! Não quero te ofender.

20.
a) Me dando bons jogadores, até eu sou bom técnico.
b) Pernilongos te perturbem, pesadelos te persigam.
c) Em tratando-se de futebol, todos são bons técnicos.
d) Me contaram toda a verdade.
e) Quando viu-me, atrapalhou-se.

21.
a) Tenho contido-me em meus limites.
b) Nada podê-la-ia enganar.
c) Vocês podem dizer-me o que isto significa?
d) Quando viu-a sair, respirou aliviado.
e) Aqui estou; me diga agora o que lhe disse ontem.


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